quinta-feira, 11 de julho de 2019

Ceará teve 592 acidentes com cobras no primeiro semestre do ano

Julho é o período em que acidentes envolvendo cobras se tornam mais frequentes em virtude do aumento na reprodução do animal. Não bastasse isso, o segundo semestre já começa com quase 600 casos de pessoas atacadas nos primeiros seis meses do ano. O alerta de especialistas para o perigo das cobras também se estende a outros animais peçonhentos.
 
A Secretaria de Saúde do Ceará afirma que 25% dos acidentes com serpentes no Estado acontecem entre os meses de julho e setembro, com base no registro dos últimos 12 anos. Entre janeiro e junho de 2019, no entanto, foram observados 592 acidentes e um óbito em diferentes regiões cearenses, informa a Pasta.
Quem trabalha em áreas de mata ou mesmo quem colocou na agenda das férias a exploração de trilhas, precisa redobrar os cuidados, principalmente neste mês, de acordo com a nota técnica da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covig). Metade das picadas de cobras acontece nas regiões inferiores do corpo. Em 50% dos ataques, as vítimas têm entre 20 e 49 anos.
A maior incidência desses acidentes é com serpentes do grupo Bothrops, conhecidas como jararaca, jararacuçu, urutu, cruzeira e caissaca, além do grupo Crotalus, que tem como principal representante a cascavel.

Jumentos entram em risco de extinção no Nordeste; Abandono e abate são as principais causas

O jumento está em risco de extinção. O animal-símbolo do Nordeste perdeu espaço para motos nas propriedades rurais do semiárido e virou alvo de cobiça dos chineses. A informação é do Diário do Nordeste.
Quando não abandonados nas estradas ou vítimas de atropelamentos, os animais são levados para abatedouros e têm a carne exportada para a China. O volume de exportações, no entanto, vem aumentando ano a ano:
 
Em 2016 – 24,9 mil toneladas;
Em 2017 – 40,7 mil toneladas;
Em 2018 – 226,4 mil toneladas.
 
Para tentar frear a ação, entidades de defesa dos animais se mobilizaram e, em dezembro do ano passado, conseguiram uma liminar na Justiça para suspender os abates na Bahia, onde há o maior número de abatedouros.
O Governo baiano e os abatedouro entraram com recursos, contudo, ainda não foram julgados.
O salto no número de exportações de carne de cavalos, muares e asininos, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ocorreu após a entrada de jumentos nas cotas de abate.
Ao todo, no Brasil, há seis abatedouro ou frigoríficos autorizados a abater equídeos, incluindo asininos, sendo três unidades na Bahia e as demais em Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.
A decisão judicial que suspendeu o abate na Bahia ainda está em vigor, de acordo com o Ministério.
Atualmente, o rebanho de asininos no Nordeste está quantificado em 812,4 mil cabelas, representando 90% do efetivo brasileiro.
A situação só não está pior para esse asininos por causa da atuação das organizações de defesa dos animais. No fim do ano passado, em Canudos, interior baiano, cerca de 200 jumentos estavam presos, em condições de extremos maus-tratos, à espera do abate para terem a carne e o couro exportados para a China.
Outros 800 animais vagavam pela fazenda, doentes e com fome – carcaças achadas na propriedade revelaram que ao menos 200 já haviam morrido. A polícia descobriu que a fazenda tinha sido arrendada por chineses, que adquiriram cerca de mil animais trazidos de várias regiões do Nordeste.
Os animais seriam levados para abate em um frigorífico da região. A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar os maus-tratos.
A promotora Cristina Seixas Graça, coordenadora do centro de apoio às Promotorias do Meio Ambiente da Bahia considerou que muitos animais morreram de inanição e notificou a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). A empresa dos chineses foi multada em R$ 40 mil.
A advogada Gislane Brandão, coordenadora da Frente Nacional de Defesa dos Jumentos, descreveu o cenário de horror que encontrou na fazenda de Canudos. “Havia dezenas de jumentos mortos, muitas carcaças espalhadas pelo campo. Os animais sobreviventes estavam desnutridos, pois ficaram meses sem alimentação.”
Em janeiro, a ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa de Animal assinou acordo com a Justiça e Ministério Público para receber e cuidar dos jumentos sobreviventes. O Fórum recebeu a tutela de 800 deles, livrando-os do abate. Uma parte foi adotada por pessoas da região e criadores comprometidos com a causa animal.
 
 
Repórter Ceará

domingo, 7 de julho de 2019

Semace suspende visitas ao zoológico de Canindé por falta de licença

Fiscais da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) suspenderam a visitação ao Zoológico São Francisco, em Canindé, por falta de licença de operação do equipamento, nesta quinta-feira (4).  O zoológico abriga animais da fauna local e de outras regiões, como os ursos siberianos Kátia e Dimas. Nenhum sinal de maus tratos aos animais foi constatado pelos agentes. 
De acordo com a Semace, o empreendimento foi autuado pela terceira vez e vai ter que pagar nova multa por descumprimento do prazo, vencido no último dia 30 de junho. 
Embora funcione desde 2015, o zoológico nunca teve licença para operar. Os responsáveis se comprometeram a fazer a recontagem dos animais e atualizar o número no sistema de controle do plantel de animais silvestres do Ibama.
O embargo é parcial para não trazer prejuízo aos animais, de acordo com Ana Maria Maia, gerente de Fiscalização da Semace. “Com o embargo só à visitação, o empreendedor segue com a obrigação de dar tratamento aos animas”, explicou a gerente. “Nosso interesse é que o zoológico se regularize e reabra o mais rapidamente possível para a visitação pública”, finalizou.
Ao Diário do Nordeste, o Santuário de Canindé, mantedor do Zoológico São Francisco, informou que já havia apresentado a documentação à Semace para a licença fosse expedida, mas durante a conferência dos documentos foi identificada a falta de alguns dados técnicos referentes a funcionários do local e o protocolo não pode ser gerado.
Os dados foram atualizados e serão entregues na próxima semana, permanecendo o zoológico fechado para visitação do público por todo o fim de semana.
 
 
Diário do Nordeste

sexta-feira, 5 de julho de 2019

EXCLUSIVO: PMs da Bahia relatam como ocorreu o incidente em que dançarina de banda de forró do Ceará foi baleada e morta

Dançarina Gabriela
A dançarina Gabriela morreu no hospital após ser baleada dentro da Hilux 

A Polícia Militar da Bahia emitiu agora há pouco uma Nota Oficial sobre a ocorrência registrada na madrugada desta sexta-feira (5) no Município de Irecê. Policiais militares perseguiram e atiraram e uma caminhonete Hilux cujo motorista não teria obedecido à ordem de parada. No carro estavam integrantes da banda de forró de Fortaleza “Sala de Reboco”. Quatro foram baleadas. A dançarina Gabriela Moura não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

De acordo com o que já foi apurado pela Polícia Civil da Bahia, o motorista da Hilux que transportava os artistas cearenses, identificado como Cláudio Pereira Batista, dirigia bêbado e esta pode ter sido a razão dele não ter obedecido a ordem da PM para parar a caminhoneta. Preferiu fugir em alta velocidade e só parou quando os disparos foram feitos pelos PMs.
Além da dançarina Gabriela Moura, que morreu na sala de cirurgia do Hospital Municipal de Irecê, tambpem ficaram feridos os seguintes componentes da banda: Joelma Rios (vocalista), Suelem Sodré Mendonça Pinheiro (dançarina) e o sanfoneiro Elieselson Possidônio.

Leia o relatório da ocorrência registrado pelos policiais militares sobre o caso: 

“A GU da RONDESP, nesta data, por volta de 00h30min, avistou um veículo Toyota SW4 , de cor preta e solicitou a parada do veículo , sendo que o condutor não obedeceu e então solicitaram apoio da GU PM/CETO para fazer o bloqueio a fim de interceptar o veículo em fuga para fazê-lo parar e realizar a revista pessoal dos ocupantes, mas o
Condutor não atendeu a ordem de parada a guarnição efetuou disparos de arma de fogo para fazer parar o veículo e atingiram os passageiros (integrantes da banda sala de rebouco), sendo eles: JOELMA RIOS (vocalista), GABRIELA MOURA (dançarina), SUELEN SODRÉ MENDONCA PINHEIRO (dançarina) e ELIESELSON POSSIDÔNIO (sanfoneiro), que foram socorridos ao Hospital Regional de Irecê e a Sra. GABRIELA MOURA veio a óbito na sala de cirurgia, a Sra. SUELEN foi atendida e liberada e os demais permanecem sendo atendidos no HRI.
O condutor do veículo Sr. CLÁUDIO PEREIRA BATISTA não foi atingido e aqui foi apresentado por conduzir veículo sob efeito de álcool. Maiores detalhes ainda estão sendo apurados.”


Fernando Ribeiro 

180 mil afetados em golpe que promete 13° salário para beneficiários do Bolsa Família

O dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, identificou um novo golpe que promete liberar 13º salário para os beneficiários do programa Bolsa Família. Em apenas sete dias, 180 mil pessoas receberam, acessaram ou compartilharam o link malicioso. Por hora, são registrados, pelo menos, 1000 novos acessos à fraude.
Ao tocar no link do golpe disseminado pelo WhatsApp, o usuário é incentivado a responder uma breve pesquisa e a fornecer dados pessoais – como nome completo e endereço. Posteriormente, ele precisa compartilhar o link malicioso com seus contatos ou grupos do mensageiro para ter acesso ao suposto benefício. Por fim, o usuário é induzido a conceder permissão para receber futuras notificações com outros golpes e, depois, direcionado a páginas falsas para fazer downloads de apps infectados com vírus.
“Não é a primeira vez que cibercriminosos utilizam um programa do governo como temática de golpe. Geralmente, esse tipo de tema tem bastante apelo da população, o que facilita na viralização do link malicioso. Além disso, a vantagem de solicitar permissão para enviar novos golpes é que o hacker passa a ter um canal direto de comunicação com vítima, onde não precisará mais se preocupar em mandar links via e-mails, SMS, redes sociais ou mensageiros. A mensagem do cibercriminoso aparecerá diretamente na tela de notificações do celular, bastando um toque para a vítima abrir o ataque”, comenta Emilio Simoni, Diretor do dfndr lab.
Para não cair em ataques como esse, o especialista afirma que é essencial o usuário tomar algumas medidas de segurança, como:
  • Sempre checar se o link é verdadeiro ou não, o que pode ser feito pelo site do dfndr lab
  • Utilizar soluções de segurança que disponibilizam a função de detecção automática de phishing em aplicativos de mensagem e redes sociais.
  • Além disso, é importante ficar atento a promessas muito vantajosas ou preços muito abaixo do valor original, pois há grande probabilidade de ser um golpe.


A voz de Santa Quitéria 

Ceará tem aumento de 122% em casos confirmados de dengue

Mais recente boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) mostra que apesar de o número de mortes por dengue ter diminuído em relação ao mesmo período do ano passado, o número de casos confirmados saltou 122%. Já são 5.853 confirmações de dengue no Ceará. No ano passado, até junho, o número era 2.634. 
Segundo a supervisora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Sesa, Sarah Mendes, a volta da circulação do sorotipo DENV2 da dengue pode ser uma das causas do aumento dos casos. “Não é a forma mais grave de dengue, é um tipo que não circulava no Estado há muito tempo e por isso as pessoas não estavam imunizadas para este tipo, o que pode vir a agravar os casos”, comenta. 
Mesmo com o salto nos casos, Sarah Mendes afirma que o “cenário não é preocupante”. “A dengue voltou a circular no Estado, acompanhando o cenário nacional, mas considerando a série histórica da doença no Ceará, onde já tivemos sete grandes epidemias, este número [5.853], é baixo”, pondera. 
Conforme Sarah, o aumento do número de casos não é observado em todo o território cearense. Segundo o relatório, Palhano, Pereiro, Ererê, Jati e Russas, no Interior, são municípios que ultrapassaram mil casos por 100 mil habitantes entre notificações e confirmações. 
 
Controle
Segundo o boletim epidemiológico, neste primeiro semestre, até junho, 5 pessoas morreram em decorrência da dengue. No mesmo período do ano passado, 11 haviam morrido, configurando uma redução de 54%. “O número de óbitos reduziu mais de 50%, e isso mostra que as pessoas estão procurando assistência e combatendo o mosquito”, afirma Sarah Mendes.
 
 
Diário do Nordeste

Dançarina cearense da banda Sala de Reboco morre e músicos ficam feridos na Bahia

A dançarina cearense da banda de forró Sala de Reboco, Gabriela Amorim, 25 anos, morreu e outros dois integrantes do grupo ficaram feridos após serem atingidos por disparos de policiais militares que seguiam o veículo onde a banda estava, na cidade Irecê, no norte da Bahia. As informações foram confirmadas por uma sobrevivente, que conversou com o Diário do Nordeste. O caso ocorreu na madrugada desta sexta-feira (5). 
Segundo relato do dono da banda, Antônio Neto Rocha, mais conhecido como Toinho Produções, quatro integrantes do grupo e um motorista estavam em um carro quando foram atingidos por disparos de policiais militares que seguiam o veículo, de acordo com informações publicadas no portal G1 BA.
Em nota, a Polícia Militar da Bahia lamentou a morte da dançarina e afirmou que instaurou um inquérito para investigar o caso. De acordo com a PM, o veículo da banda trafegava na contramão, em alta velocidade e, por isso, houve "abordagem da polícia".
 
Faróis apagados
Uma das feridas é a cantora da banda, Joelma Rios. Ela conta que o grupo voltava de um restaurante quando percebeu que estava sendo seguido por um veículo com os faróis apagados. Com medo de que se tratasse de uma tentativa de assalto, os integrantes pediram para que o motorista acelerasse o carro e entrasse em vias paralelas para tentar despistar o veículo. 
“A gente fez uma confraternização, fomos comer uma galinha caipira em Lapão, que é pertinho de Irecê. Chegou o horário de ir embora, a gente veio na estrada, quando a gente avistou um carro se aproximando, que em nenhum momento eles ligaram nada, sirene, nada que pudesse alertar que era polícia. Até porque a gente não cometeu nada ilícito, a gente não tava fugindo de nada”, contou Joelma.
Ao retornarem para a estrada principal, dois carros da polícia estavam bloqueando a pista, um deles ainda com faróis apagados, segundo a cantora. Ao avistarem o carro da banda, que não era caracterizado, os policiais teriam efetuado os disparos. 
Ela foi atingida por um tiro na nádega. O sanfoneiro da banda, Eliedelson Possidônio Júnior, de 32 anos, foi atingido na perna e está internado no Hospital Regional de Irecê, onde passa por cirurgia. A dançarina Gabriela Amorim, de 25 anos, morreu. Ela deixou um filho de sete anos. 
A banda tinha encerrado uma turnê na região da Bahia e estava retornando para casa.
 
 
Diário do Nordeste