quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Novas regras da CNH entram em vigor na próxima segunda; Veja novo preço da primeira habilitação

A partir da próxima segunda-feira, dia 16 de setembro, as novas regras para formação de condutores começarão a ser aplicadas. Essas mudanças vão desde o uso do simulador em aulas, até novos preços para tirar a CNH. As alterações estão de acordo com resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

As novas regras incluem também alteração em aulas noturnas, na carga horária e no curso prático. Novas alterações também se farão presentes para a habilitação de condução de ciclomotores, as chamadas “cinquentinha”.

Confira a seguir as principais mudanças e os documentos necessários para emitir CNH e o valor do processo de primeira habilitação, de acordo com as novas regras do Contran.
Mudanças para tirar a primeira habilitação

Simulador

Com a nova norma, não será mais necessário usar o simulador para adquirir uma carteira da categoria B, sendo que agora, o candidato poderá escolher realizar até cinco horas/aula em simulador. Mas, este deve estar disponível na autoescola. Essas simulações deverão ser feitas antes das aulas práticas.

Aulas noturnas

Tanto para a categoria “A” quanto para categoria “B”, a exigência das aulas noturnas cairá para carga horária de 1 hora prática. Antes, esse valor era correspondente a 20% sobre o total da carga horária.

Curso prático

Como mencionado anteriormente, o uso de simulador se torna opcional. Com isso, a carga horária prática para adquirir a categoria “B”, corresponde a 20 horas mínimas de aula. Mas, caso o candidato opte por fazer a simulação, essa carga horária cai para 15 horas mínimas.

Ciclomotores

A carga horária para obter habilitação de ciclomotores (cinquentinha), também foi reduzida. Será obrigatório cumprir, no mínimo, 5 horas de aulas práticas. No teste, poderá ser utilizado veículo da própria autoescola ou do candidato.

Com o objetivo de facilitar na hora de conseguir a Autorização para Conduzir Ciclomotores, 12 meses após a nova regra, os candidatos podem optar por não realizar aulas, apenas exames. Em caso de reprovação, será necessário aulas práticas.

Novos valores para primeira habilitação

As mudanças influenciaram no preço da carteira de motorista. Agora, para a categoria A/B (moto e carro), custará, em média, R$ 1.700,00 a R$ 1.900,00. Esse valor corresponde, aproximadamente, a R$ 400,00 mais em conta. Mas, quais serviços estão inclusos nesse valor?

Para retirar a CNH, existem taxas públicas (Detran) e privadas (Centro de Formação de Condutores – Auto Escolas). O Detran cobra um valor que varia entre R$ 306,00 e R$ 484. Nisso, está incluso os exames médicos, psicológicos, teóricos, práticos, além da própria licença.

Já as taxas das Auto Escolas incluem as aulas teóricas e práticas. Ainda mais, a locação de veículos, que podem variar bastante de acordo com o estado. Lembrando que esses valores acabam sendo mais caros para quem tira a primeira habilitação. A não obrigatoriedade do simulador resultará em R$ 350,00 a menos.
Como fazer a primeira habilitação?

Confira os procedimentos para retirar a primeira carteira de habilitação:

    Abertura do serviço no Detran;
    Captura de imagem, impressão digital e assinatura de contrato;
    Efetuar pagamento;
    Exame médico;
    Curso teórico no Centro de Formação de Condutores (auto escola);
    Prova teórica;
    Solicitação da Licença para Aprendizagem de Direção Veicular;
    Curso prático;
    Avaliação prática no Detran;
    Receber a permissão para dirigir do Detran.

Quais os documentos necessários para fazer a primeira habilitação?

Os documentos necessários para fazer a primeira habilitação são:

    Documento de identificação (original e cópia);
    CPF (original e cópia);
    Comprovante de residência (original e cópia).

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Leilão da AMC oferta 699 veículos, entre carros, motocicletas e sucatas


Um novo leilão de veículos será realizado pela Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) a partir desta quarta-feira (11) até sexta-feira (13). Serão ofertados 699 lotes entre carros e motocicletas. O VI Leilão de Veículos  acontece  a partir das 10 horas da manhã, no auditório do leiloeiro oficial Celso Alves Cunha, Cajazeiras.

Automóveis e motocicletas, que estarão à disposição dos interessados, foram apreendidos há mais de 60 dias e não reclamados por seus proprietários . O lance varia de acordo com o tipo de veículo. Ao todo, serão leiloados 409 motocicletas (circulação), 187 motocicletas (sucatas), 29 carros (circulação) e 74 carros (sucatas).

A visitação ocorre no mesmo local, entre 8 e 17 horas. A licitação acontecerá de forma presencial no auditório do leiloeiro oficial Celso Alves Cunha. Além disso, os interessados também podem participar online do processo.

Poderão participar dos lances pessoas físicas maiores de idade ou emancipadas que estejam portando documento de identidade, CPF e comprovante de endereço. Já no caso de empresas, é preciso que estas sejam devidamente inscritas no CNPJ e regulares junto ao INSS.

Serviço:
 
VI Leilão de Veículos
Data: 11 e 13/09
Horário: a partir das 10h (visitações das 8h às 17h)
Loca: Rua Coronel Zacarias José França, 255 A - Cajazeiras


Diário do Nordeste 

Incêndio atinge 20 hectares de floresta na zona rural de Santa Quitéria

Um incêndio atingiu cerca de 20 hectares de área florestal na zona rural de Santa Quitéria, no Sertão Central. O caso foi na tarde de segunda-feira, 9, e não deixou feridos. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE) foi acionado para combater o fogo. De acordo com a corporação, foram necessários cerca de dois mil litros de água para debelar as chamas.
 
Ainda segundo o CBMCE, 69,1% dos incêndios florestais são causados por ações humanas intencionais. “Incêndio florestal é todo fogo sem controle que incide sobre qualquer forma de vegetação, podendo ser tanto provocado pelo homem ou por causa natural”, ressalta o primeiro tenente Loreto, especialista em combate e prevenção de incêndio florestal do CBMCE.
 
Os bombeiros alertam que o segundo semestre do ano costuma ser mais propício às queimadas no Estado, devido às baixas precipitações e umidade do ar. Nessa terça-feira, 10, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso meteorológico sobre a intensificação de uma massa de ar seco no Ceará e demais estados do Nordeste que pode deixar o índice de umidade do ar abaixo dos 30%.
Prevenção de incêndios
 
Incêndios são uma grande questão ambiental e a prevenção é essencial para que o meio ambiente seja preservado. Além disso, incêndio é um crime ambiental tipificado no Código Florestal. Listamos algumas atitudes para evitar que as queimadas ocorram ou se propaguem:
 
  • Nunca jogar resto de cigarro ainda acesso, por menor que seja, em locais onde haja vegetação. O cuidado deve ser ainda maior onde vegetação estiver seca.
  • Para quem viaja bastante, evitar jogar lixo pela janela do carro é essencial, pois esse lixo jogado poderá servir de alimento para o fogo.
  • Em caso de acampamentos, a fogueira precisa ser feita em locais onde não haja vegetação. É importante ainda que o fogo seja feito perto de um rio, observando o sentido do vento para que as centelhas ou fumaça não iniciem um incêndio florestal.
  • Nunca soltar balões; eles estão entre as maiores causas de queimadas.
  • Nunca usar fogo para queima de lixo ou para a limpeza de plantação.
  • Próximo às estradas e torres de transmissão, o ideal é providenciar uma limpeza em volta de propriedades, matas e coivaras, de modo a evitar, em caso de incêndio, que este se alastre.

O POVO Onlin

Em um ano, incidência da dengue no país aumenta 600%

O Ministério da Saúde informou hoje (11) que, de 30 de dezembro a 24 de agosto, foram registrados 1.439.471 casos de dengue em todo o país. A média é 6.074 casos por dia e representa um aumento de 599,5%, na comparação com 2018. No ano passado, o período somou 205.791 notificações.
Minas Gerais é, até o momento, o estado com o maior número de ocorrências, com um total de 471.165. Um ano antes, os municípios mineiros registravam 23.290 casos.
São Paulo (437.047) aparece em segundo lugar, sendo, ainda, a unidade federativa em que a incidência da doença mais cresceu (3.712%), no intervalo de análise. Em 2018, foram reportados 11.465 casos.
 
 
Também são destaque negativo no balanço Goiás (108.079 casos), Espírito Santo (59.318) e Bahia (58.956). Quando o critério é a variação por região do país, o quadro mais crítico se encontra no Sul (3.224,9%), que contrasta com o do Centro-Oeste (131,8%). Além disso, nota-se que apenas dois estados apresentaram queda na prevalência da dengue: Amazonas, que diminuiu o total de 1.962 para 1.384 (-29,5%), e Amapá, onde houve redução de 608 para 141 (-76,8%).
Atualmente, a taxa de incidência da dengue no país é 690,4 casos a cada 100 mil habitantes. No total, 591 pacientes com a doença morreram, neste ano, em decorrência de complicações do quadro de saúde.
 
Chikungunya e zika
 
O levantamento do ministério também reúne informações sobre a febre chikungunya. Ao todo, os estados já contabilizavam, até o final de agosto deste ano, 110.627 casos, contra 76.742 do mesmo período em 2018.
Segundo a pasta, o índice de prevalência da infecção, que também tem como transmissor o mosquito Aedes aegypti, é bastante inferior ao da dengue: 53,1 casos a cada 100 mil habitantes. Como estados com alta concentração da doença destacam-se o Rio de Janeiro (76.776) e o Rio Grande do Norte (8.899).
 
Até o encerramento do balanço, haviam sido confirmadas laboratorialmente 57 mortes provocadas pela chikungunya. Em âmbito nacional, a variação de um ano para o outro foi 44,2%, sendo que na região Norte do país o recuo foi 32% e no Centro-Oeste, de 92,7%.
O boletim epidemiológico acompanha também a situação do zika. Nesse caso, somente o Centro-Oeste apresentou queda nas transmissões (-35,4%).
De 2018 para 2019, o total de casos de zika saltou de 6.669 para 9.813, gerando uma diferença de 47,1% e alterando a taxa de incidência de 3,2 para 4,7 ocorrências a cada 100 mil habitantes. Neste ano, o zika vírus foi a causa da morte de duas pessoas.
Recomendações
 
O ministério aconselha que, durante o período de seca, a população mantenha ações de prevenção, como verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa. Outra recomendação é lavar semanalmente, com água e sabão, recipientes como vasilhas de água do animal de estimação e vasos de plantas.
 
Não deixar que se formem pilhas de lixo ou entulho em locais abertos, como quintais, praças e terrenos baldios é outro ponto importante. Outro hábito que pode fazer diferença é a limpeza regular das calhas, com a devida remoção de folhas que podem se acumular durante o inverno.
 
Agência Brasil

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Militar do exército preso em Crateus acusado de extorsão

Na tarde desta quinta(05) policiais da delegacia de polícia de Novo Oriente, equipe comandada pelo Delegado Doutor Rodrigo prendeu próximo ao 40° Batalhão de Infantaria o soldado do exército brasileiro identificado por Maurício residente na Vila Feliz Novo Oriente. O militar apos ser abordado foi conduzido para a delegacia regional de Polícia Civil em Crateús onde foi autuado em flagrante pelo crime de extorsão e logo após foi levado para o quadragésimo Batalhão de Infantaria onde ficará preso.

De acordo com informação, policiais de Novo Oriente foram procurados por uma mulher casada residente naquele municipio que relatou que havia ficado com o mesmo e que daí em diante o militar passou a estorquir a mesma ou seja cobrando o dinheiro para que ele não revelasse o que havia acontecido para o esposo da mesma e outras pessoas. A vítima chegou a dar uma quantia, segundo informações em torno de r$ 300 para o elemento, porém ele continuava querendo mais dinheiro e ameaçando de revelar o segredo para outras pessoas, por sinal, quando os policiais estavam esperando a saída do mesmo próximo ao 40 BI, ele enviou uma nova mensagem para a mulher exigindo dinheiro e ameaçando contar o segredo. A vítima prestou declarações na Delegacia Regional de Polícia Civil e o flagrante foi concluído já na noite de ontem.


Fonte: Tony Sales

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Petrobras anuncia aumentos nos preços da gasolina e do diesel

A Petrobras anunciou nesta quinta (5) reajustes de 2,5% no preço da gasolina e de 1,3% no preço do diesel. É o segundo aumento na gasolina em 20 dias. O valor de venda do diesel não variava desde o início de agosto.
O preço da gasolina nas refinarias da estatal subirá R$ 0,0223 por litro, passando a custar, em média, R$ 1,6455 por litro. Desde que a série atual de aumentos foi iniciada, a alta acumulada é de 4,9%.
No caso do diesel, a alta é de R$ 0,0525 por litro. O preço médio do combustível nas refinarias passou de R$ 2,0962 para R$ 2,1487 por litro.

O repasse às bombas depende de políticas comerciais de distribuidoras e postos. O valor de venda nas refinarias da Petrobras equivale a 28% do preço final da gasolina e 53% do preço final do diesel - o restante são impostos e margens de lucro.

Os reajustes foram anunciados após recuperação das cotações internacionais do petróleo. Na quarta (4), o barril do tipo Brent, negociado em Londres, subiu 4,19%, para US$ 60,70 (cerca de R$ 254, pela cotação atual).

Na semana passada, diante de temores sobre os efeitos da guerra comercial entre Estados Unidos e China, as cotações chegaram a bater a casa dos US$ 57, mas com dólar mais caro.

Desde 2017, a Petrobras se compromete a seguir as cotações internacionais dos combustíveis, usando um conceito conhecido como paridade de importação - que soma as cotações internacionais e os custos para colocar os produtos no mercado brasileiro.

Nas últimas semanas, porém, importadores de combustíveis acusavam a empresa de vender gasolina bem abaixo das cotações internacionais, mantendo práticas anticompetitivas mesmo após acordo com o Conselho Administrativo de Direito Econômico (Cade) para suspender investigações por abuso de poder de mercado.

No dia 26 de agosto, segundo dados do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a gasolina vendida pela Petrobras estava R$ 0,43 por litro abaixo da paridade de importação.
Três dias depois, a empresa reajustou a gasolina em 3,5%.

O acordo com o Cade arquivou denúncia feita pela Abicom (Associação Brasileira das Importadoras de Combustíveis) sobre práticas anticoncorrenciais da estatal para dificultar a atuação de importadoras privadas. A associação chegou a recorrer ao para suspender o acordo, mas não obteve sucesso.

A Petrobras diz que os reajustes nos preços da gasolina e do diesel refletem as variações das cotações internacionais dos produtos e do câmbio, considerando também o nível de participação no mercado previsto em sua política de preços.

"Ressalta-se que o preço de paridade de importação não é um valor absoluto, único e percebido da mesma maneira por todos os agentes", afirmou a empresa, na semana passada, citando que as duas principais agências de informação do setor, a S&P Global Platts e a Argus, também têm valores diferentes.

Os caminhoneiros também serão impactados pelo reajuste no preço da gasolina. Na quarta-feira, a categoria fez manifestações pontuais em estradas de pelo menos dois estados do país, segundo informações da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e das concessionárias das vias.

Os caminhoneiros protestaram pela manutenção da tabela do frete. A constitucionalidade da criação dos preços mínimos do transporte rodoviário seria discutida nesta quarta-feira pelo STF (Supremo Tribunal Federal), mas o presidente da Corte, Dias Toffoli, decidiu retirar a pauta do plenário e o julgamento foi adiado.


Diário do Nordeste 

Pesquisa: vírus Zika traz prejuízos motores e de memória a adultos

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriu que o vírus Zika, além de se replicar no cérebro de pessoas adultas, também causa prejuízos de memória e problemas motores. O estudo foi publicado hoje (5), em Londres, no Nature Communications.

O estudo foi iniciado na época do surto de Zika no país, nos anos de 2015 e 2016. “[Na época] aumentou o número de casos e, junto com a microcefalia, que foi o que chamou mais a atenção, começaram a aparecer complicações em pacientes adultos”, disse uma das coordenadoras da pesquisa, a neurocientista Claudia Figueiredo.

Apesar de a doença ser autolimitada, com sintomas leves, muitos pacientes apresentavam quadro mais grave: alguns entravam em coma ou tinham internações por períodos mais longos. “Então, surgiu a nossa pergunta: os pesquisadores têm mostrado que o vírus se replica em células progenitoras, que são aquelas do feto, do nervo central. Será que esse vírus não infecta também o neurônio maduro? Foi aí que começou a nossa abordagem”, relatou Claudia.
Neurônio maduro

Os pesquisadores da UFRJ usaram tecidos de acesso, ou seja, tecidos sem doença, de pacientes adultos que haviam se submetido a cirurgias do cérebro, mas não tinham Zika. Eles fizeram cultura em laboratório e colocaram o vírus Zika nesse tecido, que tem neurônio maduro. Observaram então que o vírus infectava aquelas células, principalmente os neurônios desse tecido, e se replicava nesse tecido. Ou seja, produzia novas partículas virais.

Nesse meio tempo, surgiram achados clínicos de que em alguns pacientes se detectava o vírus no sistema nervoso central, no líquor, que é o líquido que envolve o cérebro. Os pesquisadores da UFRJ decidiram então ver que tipo de efeito aconteceria se infectassem o cérebro de um animal adulto com esse vírus. “A gente fez a administração do vírus dentro do cérebro do camundongo adulto e observou várias coisas”, disse Cláudia.

Replicação

Constatou-se então que o vírus se replicava no cérebro do animal adulto e tinha preferência por áreas relacionadas com a memória e o controle motor. “E era justamente isso que estava alterado nos pacientes quando eles tinham o vírus em quadros mais complicados. Não só o vírus se replicou, mas ele [camundongo] ficou com prejuízo de memória e prejuízo motor”. Isso pode acontecer com pessoas adultas também, confirmou a coordenadora do estudo. “Quando o vírus infecta, em algumas pessoas, não se sabe por quê, o vírus chega ao sistema nervoso central, em outras não, depende de vários fatores, e pode causar esse tipo de dano”.

A neurocientista destacou que o prejuízo de memória ocorreu não apenas na fase adulta da infecção. Os cientistas perceberam que os sintomas permanecem mesmo após a infecção ter sido controlada nos camundongos. O vírus se replicou e teve um pico de replicação de vários dias. “Só que até 30 dias depois que o vírus já está com quantidade baixa no cérebro, o animal ainda continua com prejuízo de memória. O prejuízo de memória persiste”. A pesquisadora esclareceu que 30 dias na vida de um animal equivalem a dois, três ou quatro anos na vida de um humano. “É muito tempo”.

A pesquisa alerta que talvez seja necessário avaliar a memória dos pacientes infectados após alguns anos. O estudo também concluiu que o vírus induz uma informação importante no cérebro: que esses períodos de memória estão associados a quadros inflamatórios muito intensos. Os pesquisadores usaram um anti-inflamatório e viram que esse tratamento melhora o prejuízo de memória, levando o paciente a recuperar a função prejudicada. Os cientistas acreditam que a descoberta pode contribuir para a elaboração de políticas públicas para tratamento de complicações neurológicas por Zika em pacientes adultos.


Doenças neuropsiquiátricas

A pesquisa agora deverá estudar outras alterações, isto é, se os pacientes que saem de um quadro de infecção de Zika ficam mais suscetíveis a outras doenças neuropsiquiátricas. Para isso, estão submetendo um animal que já se recuperou e melhorou do prejuízo de memória, para ver se ele fica mais suscetível, por exemplo, a eventos de estresse que podem levar a um quadro depressivo. Claudia Figueiredo afirmou que a continuidade dos estudos depende de novos apoios financeiros. A Faperj, por exemplo, já ampliou a Rede Zika por mais um ano.

Os pesquisadores querem avaliar ainda o efeito de outras arboviroses, isto é, os vírus transmitidos por mosquitos, entre os quais a Chikungunya, sobre esse tipo de alteração, principalmente na questão da dor. “Que tipo de dor induz. Se é um quadro similar à artrite, se há um componente neurológico nessa dor, algum componente central”, informou a pesquisadora.

A pesquisa contou com financiamento da Rede de Pesquisa em Zika, Chikungunya e Dengue no Estado do Rio de Janeiro, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Além de Claudia Figueiredo, também coordenou a pesquisa, Sergio Ferreira, do Instituto de Bioquímica da UFRJ. A virolgista Andrea Da Poian, do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ colaborou.

Agência Brasil